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Balanço de 5 meses da gestão José Carlos Peres

Na reunião do Conselho Deliberativo do Santos FC de 07 de junho de 2018, um grupo de 15 conselheiros, de diferentes associações, redigiu e leu a carta aberta abaixo. Como a transparência é um dos pilares do movimento PRÓSANTOSFC, divulgamos o conteúdo do texto a todos os interessados na vida política do clube.

"Caro presidente José Carlos Peres,

Após 5 meses à frente do Santos Futebol Clube, já é possível fazer um balanço da sua gestão. O sentimento do torcedor é que o resultado dificilmente poderia ser pior do que está. Mas, buscando ser justos, vamos comparar a realidade santista com as promessas de campanha da sua chapa eleitoral.

Talvez a única coisa que possa irritar mais o santista do que o início do time no Campeonato Brasileiro de 2018 seja o discurso de que não há recursos para reforçar o elenco. Presidente, diretoria e comissão técnica repetem incansavelmente que não há dinheiro para contrações. O discurso, porém, é bem diferente daquele que o levou a ganhar a eleição de dezembro. No seu material de campanha, você dizia: “não pretendo utilizar os discursos surrados de que pegamos o clube em situação caótica e inesperada, para justificar eventual insucesso inicial na nossa gestão. Sabemos que a situação administrativa do clube é dramática”.

Os resultados são tão ruins quanto o desempenho dentro de campo. Desde o primeiro minuto, na tradicional jogada em que um zagueiro dá um chutão para frente, em busca do nada, já começa a nossa irritação. Com exceção de Alison e da surpresa Diego Pituca, nenhum dos outros jogadores de meio de campo está minimamente à altura da história do clube. Enquanto o senhor repete que não tem dinheiro, nós lembramos que não temos nem mesmo um diretor de futebol responsável por pensar trocas de atletas, explorar o mercado sul-americano ou da Série B.

Nas outras vezes em que estivemos nessa situação na tabela, a saída encontrada foi uma série de vitórias na Vila Belmiro, impulsionada pelo apoio da torcida. Hoje essa alternativa não parece crível. Funcionários do clube desdenham dos torcedores em redes sociais e o próprio presidente desrespeita o Templo Sagrado em entrevistas à imprensa. Como era de se esperar, o santista talvez nunca tenha se sentido tão distante de sua paixão. Aqui também não houve o cumprimento de nenhuma de suas promessas de campanha. Nada de Season Ticket. Nada de subsede aberta para convívio de sócios nos dias de jogos. E os Match Days continuam sendo iguais ao da gestão anterior, no máximo uma loja móvel e alguns Food Trucks.

Como se já não bastasse, presenciamos também a omissão dessa diretoria com relação aos torcedores, no jogo do dia 31 de maio, na cidade de Curitiba, quando o santista teve seu direito de acompanhar o time no estádio arrancado pelo Atlético-PR. Em iniciativa organizada pela Embaixada do Peixe em Curitiba, foi solicitado ao clube que acompanhasse os torcedores em uma ação contrária a esta proibição. No entanto, o presidente do clube estava mais preocupado em acompanhar a seleção da CBF, optando em não dar o apoio necessário aos santistas do Paraná, que acabaram penalizados não podendo acompanhar ao jogo dentro do estádio Arena da Baixada.

Lamentamos que o mesmo desrespeito ao torcedor se repita em relação ao Estatuto Social do clube. Desde que assumiu, o senhor diz que fecharia uma empresa de agenciamento de atletas, o que deveria ter sido feito antes de assumir a Presidência. Para piorar, ainda contratou um dos sócios dessa empresa para cuidar da nossa joia, as categorias de base. Além do evidente conflito de interesses, esse sócio teve que ser afastado por um motivo que manchou como nunca a imagem do clube. Por falar em conflito de interesse, vale destacar que não passou despercebido por nós a compra de 30% dos direitos federativos do Zeca, que pertenciam ao empresário Cidão, antes de repassá-lo ao Internacional-RS. Não estava faltando dinheiro no clube? Então por que comprar uma parte de um jogador que era nosso e que seria repassado a um rival?

Caro presidente, a responsabilidade principal de tudo o que está acontecendo com o clube é sua. Nós gostaríamos muito de poder cobrar um diretor de futebol sobre a falta de qualidade do elenco, mas o senhor o demitiu em fevereiro e não contratou um substituto até agora. O senhor relega publicamente o seu vice a cuidar do futebol feminino e dos esportes olímpicos. Todos esses fatos só reforçam a fama que o senhor tem ganhado, de grande centralizador das decisões.

Não dá mais, senhor presidente. Todos esses fatos que apontamos mostram que o problema da sua gestão está muito além das dificuldades econômicas. Há conflito de interesses, desrespeito ao torcedor e ao Estatuto. É hora de o senhor tomar uma atitude e tentar colocar o clube nos trilhos. Não aceitaremos que o melhor time da Terra siga lutando contra o rebaixamento."

O texto acima foi formulado em conjunto pelos conselheiros Alexandre Salgado, André Bitencourt Dantas, Claudio Henn, Daniel Caldeira Brant, Fabio Eduardo Gonçalves Sartori, Fernando Seco Rodrigues, Guilherme Kastner Pereira, Jaime Chada Kochi, Jefferson Oliva, Luciano Nunes de Sousa, Matheus Rodrigues, Nino Valeri Sanchez Bautista Fidalgo, Renato Antonio Ramirez Filho, Urbano Ferrari Neto e Vitor Loureiro Sion.

 

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