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Conselheiros pedem que Santos envie informações sobre empresa de Malta ao MPF

Um grupo de conselheiros solicitou na reunião desta terça-feira (14/08) que a mesa do Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube envie ao Ministério Público Federal (MPF) as informações sobre transferências financeiras envolvendo o clube e a empresa Quantum Solutions Limited.

A companhia, com sede em Malta, ficou conhecida no começo de 2018, depois da confirmação da veracidade de um documento que a apontava como intermediária para que o Santos FC recebesse a verba referente à venda de Neymar do Barcelona para o PSG. Na época, o negócio foi considerado suspeito por três motivos: 1) o alvinegro praiano tinha direito de receber o valor, sem a necessidade de um intermediário; 2) a sede da empresa estava localizada em paraíso fiscal; 3) o Departamento Jurídico havia indicado que um assessor do então presidente, Modesto Roma Jr., pediu, após as eleições, em dezembro passado, que o documento tivesse data retroativa, de agosto de 2017.

Na última sexta-feira, com a divulgação da auditoria dos anos 2013 a 2017, a Quantum apareceu fazendo novos negócios com o clube. A companhia foi, por exemplo, intermediária para que o Santos firmasse um acordo de patrocínio com a Royal Air Maroc, recebendo 10% do valor negociado (US$ 100 mil de US$ 1 milhão). Além disso, há contratos de intermediação de atletas com o envolvimento da Quantum.

Vale destacar que a Quantum Solutions Limited e alguns de seus representantes foram citados no caso do Panamá Papers, que investiga empresas sediadas em paraísos fiscais e utilizadas para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. O endereço de registro da Quantum Solutions Limited é o mesmo de outras 459 empresas.

Devido às inconsistências apresentadas no parecer da CIS (Comissão de Inquérito e Sindicância) e o envolvimento de uma empresa localizada em paraíso fiscal, cerca de 20 conselheiros solicitaram que o material fosse enviado ao MPF, com o objetivo de garantir a lisura das devidas apurações do caso. Na reunião do Conselho Deliberativo desta terça-feira, não houve nem mesmo votação do parecer da CIS que pedia apenas uma censura escrita ao ex-presidente. A decisão do plenário foi a de que o caso deverá ser reanalisado pela CIS devido às novas informações levantadas.

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