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Notas sobre o processo de impeachment no Santos FC

Como não poderia deixar de ser, a noite da última segunda-feira (10/09) foi de tristeza para o Santos Futebol Clube. Independentemente se você quer a saída de José Carlos Peres, o momento não entra para a série de páginas gloriosas do alvinegro praiano. Prova disso é que não houve qualquer tipo de comemoração dos apoiadores do impeachment quando o resultado foi anunciado pela Mesa do Conselho Deliberativo.

Um dos principais traços do processo foi o baixo nível da política santista. Prints de conversas muitas vezes falsas, denúncias infundadas a conselheiros dos mais variados grupos (contra e a favor da queda de Peres) e até mesmo boletins de ocorrência. Viramos caso de polícia. Quem mais sofreu e perdeu neste período, sem dúvidas, foi o Santos Futebol Clube.

A briga política foi a tônica desta terça-feira (11/09) da maioria dos grupos de WhatsApp dos quais participo. Críticas ao presidente. Ao vice, Orlando Rollo. Aos conselheiros. Aos “forasteiros”. Aos “provincianos”. Um desgaste talvez inédito ao clube.

Na condição de conselheiro eleito, fui um dos 248 sócios que participaram da reunião deste dia 10 de setembro de 2018. Na semana passada, compareci à Vila Belmiro para ler os dois processos na íntegra. Votei CONTRA a primeira denúncia, que envolvia uma série de temas, por considerar que esta não é a forma adequada para o encaminhamento de um processo de impeachment.

Votei A FAVOR do segundo pedido por considerar que, estatutariamente, houve um descumprimento grave por parte de Peres. Ele teve um mês para fechar a empresa de agenciamento de atletas desde quando foi eleito até assumir, de fato, o Santos FC. Poderia (ou deveria) ter fechado antes mesmo de se candidatar à Presidência do clube. Em claro conflito de interesses, contratou um dos seus sócios para cargo remunerado. Para piorar, tal sócio está envolvido nas denúncias sobre a transferência do zagueiro equatoriano Jackson Porozo.

Aqui a análise não foi dos erros e dos acertos dos oito meses de gestão, nem uma comparação entre Peres e Rollo, mas, sim, da fragilidade da defesa do presidente, que não apontou qualquer justificativa razoável para ter ignorado o Estatuto do clube. O próximo passo é a Assembleia Geral dos sócios. Quanto maior o número de pessoas que forem às urnas, melhor estará representada a vontade de todos os santistas.

Além do impeachment, o Santos FC viverá importantes embates políticos nos próximos meses, com a continuidade da discussão da possível reforma estatutária. Que o resultado seja a profissionalização do clube, dificultando a existência de conflitos de interesses, e o fortalecimento da democracia santista, com a inclusão de mais sócios na vida política com o voto à distância.

(*) O conteúdo deste texto é de responsabilidade apenas do autor, não sendo a opinião do movimento PRÓSANTOSFC

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