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Novo Estatuto esvaziaria papel das embaixadas no Santos

Na primeira análise que fizemos sobre o estatuto proposto, abordamos tão somente o artigo 82 e a possibilidade de o presidente tomar todas as atitudes sozinho, dentro do limite de 5% das receitas do ano anterior. Hoje gostaria de comentar sobre as embaixadas do Peixe. O estatuto atual tem a redação abaixo.

A proposta da Comissão do Estatuto, apresentada na semana passada, tem a redação a seguir.

Aparentemente as redações são bem parecidas, porém, mediante análise mais apurada, há duas alterações que considero importantes. A primeira considero boa, por trazer de 100 para 50 (ainda que sujeita a aprovação do CD) associados o número mínimo para implantação da embaixada.

A segunda é que há, a meu ver, uma diminuição do papel das embaixadas. No Estatuto atual, elas têm finalidade específica e definida. Está assim escrito no artigo 2º: "Parágrafo Primeiro - As embaixadas do peixe devem funcionar como canal de comunicação do SANTOS com os seus associados e têm a finalidade de incentivar campanhas sociais do SANTOS, promover novas filiações de associados, realizar promoções, reunir e aproximar os associados de sua base territorial, e promover os fins deste Estatuto."

Já no estatuto proposto, afirma-se que elas são entidades compostas por associados do Santos, sem qualquer vínculo com o clube nem definindo suas finalidades.

Percebe-se, claramente, na peça estatutária proposta, a preocupação de distanciar a embaixada do clube, inclusive pelos aspectos legais. Se por um lado é louvável a preocupação com eventuais atos praticados pelas embaixadas e que possam atingir o Santos, por outro minimiza-se um bom projeto que, a meu ver, carece de ajustes. A retirada do capitulo “o clube” para o capítulo “honrarias” demonstra esse distanciamento.

Como tenho outra visão do assunto, entendo que esse ponto deveria ser melhor discutido e aprofundado, antes de ser modificado, inclusive com os representantes das embaixadas.

E me perguntaram: Scandiuzzi, por que você não faz emendas a esse respeito?

A resposta: o estatuto foi construído dessa forma, a fim de transferir o modelo de gestão para presidencialismo e a fim de transferir do Estatuto para o Regimento Interno diversas decisões, ou seja, da decisão do sócio para a decisão do Conselho Deliberativo, sobre aspectos importantes e fundamentais da vida do clube. Não seria possível modificar isso através de emendas individuais sobre os artigos. São inúmeras transferências assim na proposta.

Por não acreditar nessa forma de gestão proposta e pela falta de discussões e de opções, protocolizei um requerimento solicitando que a Comissão de Estatuto e os escritórios contratados apresentem uma segunda opção de proposta, somente com as alterações obrigatórias do Profut, a fim de não sermos prejudicados. Isso nos daria tempo de discutir a fundo a reforma estatutária, o que não foi feito até então.

(*) Marco Scandiuzzi é conselheiro eleito para o triênio 2018-2010.

 

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