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Saiba como estão os processos contra Odílio, Modesto e Peres na CIS

São recorrentes os comentários sobre o Conselho Deliberativo do Santos FC com adjetivos do tipo “corja, bando, inúteis, bandidos”, entre outros. Vejo que muitos desses comentários têm origem na desinformação, já que a alegação mais comum é um comparativo do tipo “ reprovaram as contas do Peres por política, mas não fazem nada contra o Odilio e Modesto”.

Este post tem a intenção de tentar clarear algumas coisas ao associado do clube.

Em primeiro lugar entendo que as pessoas se escondem nas redes sociais achando que podem xingar outras sem serem alcançadas, mas podem ser alcançadas sim e com certa facilidade. Quanto aos xingamentos prefiro responder com educação e informação. Entendo também que deveria ser criado no âmbito do Conselho Deliberativo uma espécie de portal interno que facilitasse aos Conselheiros tomarem conhecimento de todos os procedimentos em tramitação nas comissões diversas. É um dos muitos processos internos que precisamos avançar.

Retornando ao tema e aos questionamentos dos associados, vamos ao que temos conhecimento.

Atualmente existem 9 processos em andamento na CIS (Comissão de Inquérito e Sindicância), relativos a gestões de anos anteriores (2015 a 2018).

A gestão do ex-presidente Odilio Rodrigues (2014) foi reprovada em plenário e, na análise do processo tocado pela CIS, o Conselho decidiu pela expulsão do mesmo. Tal decisão do Conselho foi questionada na Justiça, que entendeu que o ex-presidente deveria ter direito a defesa em plenário. Não há processo na CIS em andamento. Diante dos fatos, iremos requerer ao presidente do CD para que o jurídico do clube informe o andamento da referida ação. Dessa forma, fica claro que não é verdade que o CD “não fez nada contra o Odilio”. Outra pergunta recorrente é: Por que os conselheiros não pediram o impeachment do Odilio ? A resposta é simples. Por que as contas de 2014 foram julgadas em 2015 e ele não era mais presidente, sendo assim impossível seu impeachment.

Já no primeiro ano da gestão do ex-presidente Modesto Roma Júnior (2015), a qual também foi reprovada em plenário, o caso foi encaminhado para a CIS. Ocorre que um ex-conselheiro, de nome Celso Pires ingressou na Justiça questionando uma série de situações. Essa ação transitou em julgado em meados de 2018. A partir daí o caso foi retomado pela CIS e se encontra em andamento. Surge novamente a pergunta: Por que os conselheiros não pediram o impeachment do Modesto? Por que as contas de 2015 estavam sendo questionadas na Justiça e por entendimento da Mesa do CD à época não caberia o andamento do processo antes da decisão judicial.

Quanto ao último ano da gestão do ex-presidente Modesto (2017), a mesma também foi reprovada em plenário, com o caso encaminhado à CIS para parecer final em meados de 2018. De igual forma era impossível o impeachment uma vez que as contas de 2017 foram julgadas em 2018 e Modesto não era mais presidente.

Finalmente, a gestão do presidente Peres (2018) teve o mesmo destino após julgamento em plenário, com o caso também encaminhado à CIS para parecer final.

Isto posto é necessário esclarecermos que a CIS inicialmente indicada pelo presidente do Conselho exerceu suas funções de janeiro a outubro de 2018, renunciando de maneira uníssona, por motivos particulares, naquele mesmo mês. A bem da verdade é necessário também dizer que diversos processos ficaram parados em decorrência dessa renúncia e somente com a posse da nova CIS, já em 2019 passaram a andar novamente e de maneira bem satisfatória.

Dentre os casos que voltaram a andar está o processo da Quantum Solution, intermediadora dos valores de mecanismo de solidariedade na venda do atleta Neymar ao PSG, que se encontrava parado.

Essa é a síntese do andamento dos processos. Então, fica claro perceber que os processos têm seus rumos e esses rumos muitas vezes não dependem única e exclusivamente dos conselheiros (especialmente quando há interposição de ação judicial), não sendo justos alguns adjetivos usados.

Como pudemos ver o Conselho efetivamente puniu Odilio e reprovou contas de Modesto, sendo que ambos os processos tiveram interrupções judiciais (fora do alcance do CD). Da mesma forma agimos na reprovação das contas de Peres cujo processo está na CIS seguindo o trâmite normal.

Se me perguntarem o que acho sobre o andamento de todos esses processos eu diria sem sombra de dúvidas que temos que ter cautela para fazermos a coisa certa, mas processo no Brasil, em qualquer esfera e de qualquer tipo é sinônimo de lentidão. Infelizmente o país ainda não se livrou desses atrasos e o Santos não foge à regra.

Espero ter ajudado nos esclarecimentos.

(*) Marco Scandiuzzi é conselheiro eleito (2018-2020) O texto é de responsabilidade exclusiva do autor.

 

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