Our Recent Posts

Tags

Análise das categorias de base do Santos FC na última década

Muito se comenta que, ultimamente, as categorias de base do Santos FC, que sempre foram fonte de formação de jogadores para a equipe principal do time, da seleção nacional e para os principais clubes do mundo, têm apresentado qualidade técnica dos jogadores bastante discutível. Sou um admirador de futebol de base e fiz um levantamento da última década recente (2008 até 2018) dos resultados esportivos das categorias sub 11, 13, 15, 17 e 20, anos estes que tivemos como presidente do Santos, Marcelo Teixeira (2000 até 2009), Laor (2010 até 2013), Odílio (2013-2014), Modesto (2015 até 2017) e Peres (2018). O resultado geral encontra-se a seguir:

A fonte do levantamento é o site da Federação Paulista de Futebol.

Baseado no gráfico de todos os resultados acima e considerando que o primeiro ano de cada mandato reflete o trabalho da anterior gestão, podemos confirmar que os dois melhores desempenhos são:

Ano 2015, primeiro ano da gestão Modesto, todas as categorias foram para as finais se sagrando campeão no sub 13.

Ano 2011, segundo ano da gestão do Laor, o sub 13, sub 15 e sub 20 chegaram nas semifinais, sub 11 foi campeão e o sub 17 foi vice-campeão.

Anos 2010 e 2011, tivemos um considerável aumento nos resultados.

Anos 2015 e 2016, tivemos os melhores desempenhos seguidos da última década recente.

A real finalidade das categorias de base não são títulos, mas sim revelar jogadores para o time principal, porém esta análise serve para explicitar o desempenho real dos trabalhos realizados durante as gestões.

A seguir temos uma outra análise sobre os números dos desempenhos, agora considerando sempre duas categorias sequenciais durante os anos:

Estes dados explicitam que, desde 2014, não obtivemos mais evolução nos resultados salvo em 2015 e 2017 com o sub 13 e em 2015 com o sub 20.

Estes dados acima são um indicativo da qualidade técnica dos jogadores que chegam para o profissional.

Vejo muito se falar em reformulação das categorias de base, desmanche de times, mas isso é nocivo ao Santos. Nas categorias de base não se pode desprezar o trabalho anterior, pois ele serve para nivelar a qualidade técnica dos novos jogadores. Jogador de base é patrimônio do clube e nunca pode ser desprezado ou desvalorizado, sempre precisa ser valorizado. A valorização do jogador de base é muito simples de ser feita, sempre captando ou descobrindo jogadores com nível técnico mais elevado do que os que estão por lá, assim o nível aumenta e consequentemente os resultados.

Esta valorização se faz também com uma equipe de captação funcional e atuando frequentemente em avaliação/captação fora de Santos.

Quantas avaliações por ano são realizadas para as categorias de Base do Santos FC em Peruíbe, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Guarujá, Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, entre outras cidades litorâneas de São Paulo e na grande São Paulo? Quantas em outros estados?

Por que não colocar os ídolos históricos como olheiros em outros estados, comissionando os com percentual de venda futura??? Por que não aproveitar as estruturas das Escolas Meninos da Vila espalhadas pelo país para fazer um ponto de captação, comissionando as franquias com percentual de venda futura, se e quando ocorrer a venda, o contrato da mesma ainda esteja ativo?

Nenhum jogador com deficiência técnica na categoria de base do Santos FC é culpado por estar lá, e sim o modo como ele chegou lá e foi preparado.

Meu intuito com esta postagem não é desmerecer nenhum trabalho e sim ajudar o Santos FC a abrir os olhos para um problema sério que está acontecendo com a nossa preciosa categoria de base.

(*) André Bitencourt Dantas é sócio do Santos FC desde 2010, conselheiro eleito e presidente da ONG Já Cidadão, que faz inclusão social de jovens através do esporte.

 

©2018 BY PRÓSANTOSFC. PROUDLY CREATED WITH WIX.COM

  • Facebook
  • Instagram
  • Twitter