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Atos da gestão preocupam tanto quanto indicadores financeiros do Santos FC

Boa Tarde Santistas,

Ontem tivemos uma noite importante no Conselho Deliberativo do Santos FC. Pauta extensa e reunião longa, na qual os debates foram intensos e quentes em determinados momentos. Neste texto vou tratar do primeiro assunto da pauta que era a prestação de contas do 1º trimestre de 2019. Vejam que estamos em agosto (3º trimestre) e discutimos como estava o clube meses atrás. Hoje a situação pode ser muito melhor ou muito pior. Não sabemos.

Com relação à gestão, eu relutei e refleti bastante antes de escrever já que entendo as dificuldades de se gerir um clube com a grandeza e a história do nosso Santos FC, mas não poderia me omitir nas minhas analises já passados 19 meses do início da gestão.

Não vou entrar nos números uma vez que são claros os indicativos que nos preocupam e eles já se apresentaram na reprovação das contas de 2018 e nos perseguem no início de 2019, negá-los é negar o trabalho encomendado à empresa Ernest Young e denominado Plano Integrado de Gestão, o qual deixo de expor aqui uma vez que ainda não foi aprovado no CD.

Mas algumas coisas saltam aos olhos quando analisamos a gestão.

- Não temos organograma, ou melhor, temos um previsto no artigo 108 do Estatuto o qual não é seguido. Isso nos leva a não sabermos quem é quem e quem faz o que no clube.

- Não temos planejamento estratégico. Segundo o Estatuto, ele deveria ser apresentado até o 6º mês da gestão ao CD para aprovação, mas estamos no 20º mês e nada.

- Temos problemas no modelo de gestão, com descumprimento evidente do modelo de gestão compartilhada proposto.

- Temos baixa profissionalização dos colaboradores. Ressalte-se que temos ótimos profissionais no clube, mas temos um sem número de contratados políticos cujos desempenho nem ao menos conhecemos.

-Temos problemas nos assuntos relacionados com a imprensa quase que diariamente. Recentemente tivemos episódio com um de nossos ídolos eternos.

-Não possuímos equilíbrio financeiro, fato notório nos números apresentados e citado em entrevistas inclusive pelo presidente do comitê de gestão, quando disse que “arrecadamos 8 e gastamos 12”, fato refletido no relatório ontem discutido.

- Temos falta de transparência ao não respondermos os mais de 40 requerimentos pendentes.

- Temos falta de transparência ao não enviarmos as ATAS do CG desde 26/02/2019 ao Conselho Deliberativo e nunca termos publicado as mesmas no Portal da Transparência. Isso fere o Estatuto Social e o Regimento Interno do CG, mas fere além disso, fere o direito das pessoas de conhecerem o que é feito no clube e como agem seus gestores.

- Temos o caso dos cartões corporativos usados em proveito próprio, ainda que ressarcido posteriormente (muita coisa ainda não foi). É o uso de um recurso do clube sem regras ou prazos definidos. Não há regra para o uso desses cartões.

-Temos falta de comprometimento de alguns profissionais. Cito como exemplo a sindicância interna que resultou em processo na CIS envolvendo a secretaria social e funcionário contratado politicamente.

Nesses 20 meses de gestão tivemos 3 Diretores (ou gerentes ou superintendentes) Jurídicos, 2 Administrativos, 3 responsáveis médicos, 3 no Futebol e por aí vai.

Esses cargos acima citados são os pilares de uma gestão e esses pilares sustentam essa mesma gestão. Gestões sólidas não trocam seus pilares tantas vezes em tão pouco tempo.

Quando nos atemos a esses ATOS DE GESTÃO, os números se tornam compreensíveis e fáceis de serem analisados, ainda que possam ter uma ou outra inconsistência.

A reprovação das contas e da gestão em 2018 não foi ato político, infelizmente. Tivesse sido essa reprovação fruto de articulações políticas visando minar a atual gestão, ela não seria referendada pelos próprios conselheiros eleitos com a atual gestão. Foi ato de análise dos números e dos atos de gestão praticados. Infelizmente.

Digo infelizmente porque se fosse uma decisão política e não técnica, hoje o clube teria números e atos de gestão reconhecidos como bons, o que não é o caso. A coisa segue o mesmo rumo.

De igual forma, a análise do Conselho Fiscal no primeiro trimestre de 2019 não é ato político. É, sim, uma análise de quem faz bem o seu trabalho que é fiscalizar o clube, apontar erros, apontar formas de correções e defender a longevidade da instituição que tanto amamos.

Não sou o dono da verdade, mas é assim que enxergo esse tema.

(*) Marco Scandiuzzi é Conselheiro Eleito para o triênio 2018-2020. O texto é de responsabilidade exclusiva do autor.

 

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