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Saiba como está a situação do Santos FC no PROFUT

Quatro anos depois da assinatura do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), que reduziu e parcelou as dívidas fiscais dos clubes brasileiros, como está a situação do Santos FC? Essa pergunta tem aparecido muito nas conversas políticas sobre o Peixe, até porque tem sido usada como argumento para o processo de reforma estatutária.

De fato, o alvinegro praiano precisa se adequar à nova legislação. A APFUT (Autoridade Pública de Governança do Futebol) cobra uma única alteração no estatuto do Santos: a previsão expressa de afastamento imediato e inelegibilidade por, no mínimo, cinco anos para dirigente que praticar ato de gestão irregular ou temerária.

Dada a simplicidade da mudança necessária, ela já deveria ter sido feita há anos, durante a gestão Modesto Roma Jr que, aliás, ainda terá suas contas discutidas pelo Conselho Deliberativo do Santos. Na última reunião do CD, em 13 de agosto, que infelizmente não pude comparecer por estar a trabalho em Brasília, decidiu-se que as contas de 2017 serão analisadas juntamente com o caso Quantum.

Apesar do descumprimento do atual estatuto santista, o clube não deve ser punido nos próximos meses. Em reunião com a APFUT em Brasília no dia 22 de agosto, na qual tive a oportunidade de participar, o presidente do Conselho, Marcelo Teixeira, prometeu que o caso estará resolvido até o final de outubro. A próxima reunião sobre o assunto deverá ser em 09 de setembro. O plenário está dividido entre a proposta da Comissão do Estatuto e a simples adequação ao Profut.

Lamento que minha participação na reunião em Brasília tenha gerado insinuações maldosas. Nos últimos meses, tenho realizado serviço para a FGV (Fundação Getulio Vargas) no Ministério das Relações Exteriores. Por isso estava na capital federal e participei da reunião, sem gerar qualquer custo ao clube e cumprindo minha função de conselheiro eleito, de acompanhar todos os assuntos ligados ao Santos. Não é à toa que muitos sócios e torcedores estão desapontados com a política do alvinegro praiano: conselheiros espalham mentiras, jornalistas não fazem o trabalho básico de checar o outro lado de qualquer história e dirigentes ignoram os sinais vermelhos nas contas do clube. Dias melhores virão.

(*) Conselheiro eleito para o triênio 2018-2020, Vitor Loureiro Sion tem MBA em Indústria do Futebol pela Universidade de Liverpool e é autor de dois livros sobre a história do Santos FC. A opinião deste texto é de responsabilidade exclusiva do autor.

 

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