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Nova regra para cadeiras cativas é ato positivo de gestão

Bom Dia Santistas,

Não temos nos furtado em criticar ou elogiar a atual gestão quando assim entendemos devido. É assim que procuramos ver e analisar as coisas do clube. Quando escrevemos algo duro somos aplaudidos/apupados por alguns e quando elogiamos somos aplaudidos/apupados por outros, depende de quem “agradamos” naquele momento.

É bom ter autonomia pra agradar ou desagradar.

Uma das funções de um Conselheiro do Santos FC é analisar durante o exercício, que compreende 1 ano, os atos de gestão e as contas do clube. A soma dessas duas coisas nos fazem aprovar ou reprovar a gestão naquele ano. Vamos errar e acertar nas análises como todos, mas essa tem que ser a balança.

Hoje é dia de elogiar um ato de gestão. Elogiar um ato de gestão por quê? Simples, porque merece ser elogiado. Quando se critica é porque entendemos que merece ser criticado.

Há anos as cadeiras cativas são objeto de discussão. Não é de simples solução, não será breve a solução, mas tem que haver solução.

Os mais inflamados tratam os proprietários de cadeiras cativas como pessoas que abandonam o clube ou que não tem apreço, pois “nem em jogos importantes aparecem”. Para alguns, os proprietários de cadeiras são “um mal para o Santos”.

Há casos e casos. Há o caso de pessoas que compraram cadeiras num passado distante para ajudar nosso Santos em momentos de dificuldades financeiras. Há casos de pessoas que moram longe e pagam as cadeiras para manter seu vínculo com a instituição que amam. Muitos de nós não sabemos as histórias familiares por detrás da manutenção daquelas cadeiras, muitas umbilicalmente ligadas a história do nosso amor maior.

Falar que essas pessoas não amam o clube ou o prejudicam é, no meu entendimento, pensar que o Santos nunca teve passado e as pessoas que passaram por ele não foram importantes para sua existência.

A verdade é que essas pessoas adquiriram as cadeiras, têm suas histórias e seus direitos, gostemos ou não.

Atualmente, percorrendo as redes sociais, notamos comentários que demonstram vontade de “tomar as cadeiras”, “tirar os velhos de lá” ... expressões para lá do que o bom santista deseja. Vejo, infelizmente, que cresce essa abordagem infeliz.

Eu sempre achei que esse assunto tem que ser tratado com diálogo e justiça. As pessoas inadimplentes têm que ter a chance de voltarem à adimplência nos termos estatutários. Os que perderam seus direitos dentro da legalidade não têm jeito.

Sempre achei que o clube deveria ter um projeto de recompra de cadeiras para, quem sabe um dia, voltar a ter 100% das disponíveis, além de um projeto de ocupação consensual.

Hoje fiquei feliz que a atual gestão iniciou um novo modelo de ocupação, consensual, onde o proprietário da cativa pode disponibilizá-la para que seja comercializada mediante contrapartida.

Acho que essa relação tem que ser no sentido de sensibilizar o proprietário, adimplente e que não vá utilizar sua cadeira, de que pode colaborar com a lotação do estádio disponibilizando o lugar para venda. A recompensa em pontos é valida, poderia ser pecuniária, mas em pontos acho um bom veio, pois faz girar a roda do circulo virtuoso.

Tomara que dê certo e nesse ponto todos nós podemos ajudar. Podemos incentivar os proprietários de cativas que conhecemos a aderirem ao programa.

Ponto positivo.

(*) Marco Scandiuzzi é formado em Administração de Empresas com especialização em políticas de segurança pública, Professor na ANP/Brasilia, autor de 3 livros e Conselheiro Eleito para o triênio 2018/2020.O texto é de responsabilidade exclusiva do autor.

 

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