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Boas e más notícias sobre a média de público do Santos em 2019

A análise da média de público do Santos FC de janeiro a dezembro deste ano apresenta boas e más notícias.

O principal aspecto positivo é que o público do alvinegro praiano como mandante em 2019 foi melhor do que nos últimos anos. Nossa média de público passou de 11.231 em 2018 para 11.900 pagantes. Por outro lado, no ranking nacional de público, caímos de 16º para 19º. Ou seja, nossa melhora ficou aquém da registrada pelos nossos rivais nacionais, além de termos terminado atrás de clubes com menos torcida, como Fluminense e Botafogo, e de outras divisões, como Coritiba e Sport, na Série B, e Remo, que disputou a Série C, mas nem se classificou para as fases finais.

Uma análise mais aprofundada dos números aponta como poderíamos melhorar nossa média de público e, consequentemente, a renda decorrente de ingressos e o quadro de sócios adimplentes.

Pontos positivos

A Vila Belmiro recebeu os mesmos 21 jogos em 2018 e 2019. A média de público no Urbano Caldeira aumentou 40%, de 7.254 para 10.157 pagantes.

Um dos principais motivos para essa melhora é a redução de jogos com públicos pífios, abaixo de 6.000 pagantes. Neste ano, tivemos apenas 2 jogos com menos de 6.000 pessoas (contra Atlético-MG e Bahia, ambos pelo Campeonato Brasileiro). Em 2018, tivemos 8 jogos com menos de 6.000 pessoas, incluindo partida da Copa Libertadores contra Real Garcilaso.

A nova política implementada para liberação de cadeiras cativas, apesar de colocada em prática no segundo semestre, também pode ter ajudado nesse aumento considerável e terá ainda mais impacto em 2020.

Leia também: 7 passos para o Santos FC se engajar com seus torcedores

Outro ponto positivo para o Santos é o aumento da renda. A arrecadação com bilheteria, segundo os dados do Globo Esporte, passou de R$ 10,8 milhões para R$ 13,4 milhões, sendo a 12ª do Brasil (em 2018 éramos 11º). Essa melhoria ocorreu não apenas devido ao crescimento de público, mas também do preço do ingresso. O valor médio pago por um santista para ver seu time de coração passou de R$ 29 para R$ 36.

Pontos negativos

O aspecto negativo mais grave foi a queda da média de público no Pacaembu, passando de 18.190 para 15.558 pagantes ou redução de 14,5%. O motivo óbvio para isso foi a concentração de jogos na capital nos primeiros meses do ano, no Campeonato Paulista e nas fases iniciais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, quando fomos eliminados. Ou seja, o torcedor santista que não desce a Serra não conseguiu demonstrar sua empolgação com a boa campanha no Campeonato Brasileiro in loco.

Outro ponto negativo foi que tivemos apenas um jogo com público maior que 20 mil pessoas, na semifinal do Campeonato Paulista, contra o Corinthians. Em 2018, o Santos teve 4 públicos acima de 20 mil pessoas, todos no Pacaembu (Corinthians duas vezes, pelo Paulista e pelo Brasileirão, Independiente pela Libertadores e Palmeiras, no Brasileirão).

Um jogo que poderia ter amenizado os dois pontos negativos acima foi contra o Atlético-MG. No entanto, a diretoria cometeu o maior erro do ano neste segmento ao aumentar abusivamente o preço dos ingressos. Em tempos de grande desemprego no país, foi a única vez que tivemos ticket médio maior de R$50 nos dois anos analisados. O clube privou parte dos seus torcedores de ir ao estádio e foi eliminado da competição com maior premiação do ano.

Conclusão

A comparação dos dois anos mostra que o Santos tem muito potencial para evoluir. A tímida melhora de 2019 nos fez ficar mais para trás dos rivais. Clubes com potencial muito menor que o nosso apresentaram crescimentos relevantes, como o Bahia, que subiu de 16.857 para 24.958 pagantes, e o Fluminense de 13.846 para 18.210.

Na prática, não houve rodízio entre Vila e Pacaembu. Não podemos repetir o mesmo erro em 2020, quando a Vila Belmiro voltará a passar por reformas no início do ano. Por isso, na fase de grupos do Campeonato Paulista, é fundamental levar uma partida para o interior do Estado de São Paulo, por exemplo.

Nos últimos quatro anos, desde 2016, a média de público do clube está na casa dos 11 mil. Se o Santos repetir a média do Pacaembu de 2018 com a da Vila Belmiro em 2019, já ultrapassaríamos 13 mil. Com a disputa da Copa Libertadores e entrando nas oitavas de final da Copa do Brasil, precisamos ir além.

Para estar entre os 10 clubes com maior média no Brasil, objetivo fundamental para o Santos FC a médio prazo, precisamos quase dobrar nosso resultado, já que o Grêmio fechou o ano com média de 21.557 pagantes. Uma pesquisa sobre o perfil do santista que vai ao estádio já é demanda antiga que está estacionada na aprovação da diretoria. Mãos à obra, Santos FC!

(*) Conselheiro eleito para o triênio 2018-2020, Vitor Loureiro Sion tem MBA em Indústria do Futebol pela Universidade de Liverpool e é autor de dois livros sobre a história do Santos FC. A opinião deste texto é de responsabilidade exclusiva do autor.

 

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