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Análise da reunião do Conselho Deliberativo sobre as contas de 2018

O Movimento PróSantosFC, como faz desde 2018, vem trazer seu relato sobre a reunião do Conselho Deliberativo ocorrida no ultimo dia 16.06.2020, a primeira oficial ocorrida de maneira virtual e realizada através do aplicativo Zoom.

A reunião contou com pico de 198 participantes, já contando com colaboradores que cuidaram dos meios para realização do evento. Tivemos problemas técnicos com relação à conexão de conselheiros, procedimentos de votação e até áudios abertos. Nada que não possa ser corrigido nas próximas. Entendemos que esse tipo de reunião é um avanço, inclusive para passos maiores.

A pauta da reunião versou sobre as punições propostas pela Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) referentes às condutas individualizadas dos dirigentes na reprovação do exercício social de 2018, julgado pelo Conselho Deliberativo na forma estatutária em 2019. Não se tratavade um julgamento para Impeachment de A ou B como pode ter parecido e, sim, um ato normal que tem sido feito em todas as reprovações de contas como temos acompanhado. Assim foi com a gestão 2014, com a 2015, com a 2017 e agora, 2018.

Com relação ao julgamento, cabe uma menção inicial de apoio e respeito aos membros da CIS que trabalham de forma voluntária, correta, deixam seus lares para doar seu tempo ao clube e merecem respeito. Concordar ou discordar com seus relatos e pareceres faz parte do jogo democrático e das funções dos conselheiros. Faltar com o respeito não faz parte desse jogo.

As contas de 2018, conforme demonstrado no processo, trazem conhecimentos já consolidados, inclusive por pareceres e auditorias. A gestão produziu déficit, praticou atos de gestão temerária, dentre eles o uso do Cartão Corporativo do Presidente, inclusive com confissão por ressarcimentos, em desacordo com as normas de utilização que são expressas ao afirmarem que o cartão é “exclusivo para despesas do clube” e “é proibido o uso para despesas pessoais”, sem previsão de uso com ressarcimento, inclusive. É bom ressaltar que foram emitidos 4 cartões. Em 3 não tivemos problemas (vice-presidente nem retirou, Departamentos de compras e de futebol sem problemas). O único cartão que teve problemas foi o do Presidente do clube. Nos autos há farta comprovação desse uso pessoal.

Ocorre que os Conselheiros, ao analisarem as circunstâncias e as penas impostas a cada um dos componentes do Comitê de Gestão durante o ano de 2018, constataram que havia situações que poderiam ensejar injustiças com alguns. Especificamente, levantamos questionamentos quanto as penas dos membros Hanie Issa, Fabio Gaia e Orlando Rollo, por exemplo.

Outro fator complicador era com relação ao membro do CG Estevan Juhas e a forma como havia sido notificado. Ainda que clara sua ciência sobre os fatos em apuração, visto que as defesas dos membros do CG são praticamente iguais, não havia efetiva notificação pessoal, o que poderia ensejar alguma demanda futura contrária ao clube.

Eram todos atos saneáveis.

O Conselheiro Marcus Vinicius propôs que o processo retornasse à CIS para essas e outras correções, como já ocorreu anteriormente com outros processos, voltando à pauta posteriormente e em condições mais seguras. Entendemos que seria o mais prudente.

Por decisão da mesa do Conselho, a questão de ordem não foi acolhida e a votação se deu com as seguintes opções : SIM ( pela aprovação integral) , NÃO (pela reprovação integral ) e ABSTENÇÃO.

Muitos conselheiros votaram Abstenção e fizeram menção em seus votos quanto as questões processuais. Outro aspecto usado para as abstenções foi a falta de oportunidade de acesso ao processo, visto que, em épocas de pandemia, a única opção foi a vista presencial o que impossibilitou muitos de consultarem os autos.

Ao término da votação foi apurado o seguinte resultado.

SIM – 6 votos

NÃO – 79 votos

ABSTENÇÃO – 75 votos

O parecer, dessa forma, foi rejeitado, o que não muda a decisão de rejeição das contas e somente não pune os responsáveis nesse momento.

Reiteramos que, no nosso entendimento, o melhor movimento teria sido o retorno dos autos à CIS para nova análise e saneamento, longe do descarte total do que foi produzido.

Aliás, quanto ao produzido pela CIS, ao contrário do que possa ter sido veiculado, há muitas peças altamente comprobatórias que não podem ser desprezadas, não se tratando de um processo com os adjetivos depreciativos que vimos na reunião e até em maldosos memes que circulam nas redes sociais.

Finalmente, cumpre ressaltar que os conselheiros que compõem o movimento PróSantosfc trataram o presente processo como fizeram com todos os outros. De forma técnica, olhando os autos, estudando, discutindo primeiro em reunião fechada. Aliado a isso, as decisões foram irrigadas com ótimos posicionamentos de Conselheiros durante a assembleia, que embasaram os posicionamentos individuais tomados por todos nós na reunião do Conselho Deliberativo.

O Movimento continuará cumprindo sua missão de levar informação ao torcedor/associado santista.

 

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