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Ausência de organograma segue dando despesas ao Santos FC

Talvez seja de difícil compreensão ao torcedor e ao associado menos participativo a cobrança que fazemos desde a gestão 2015-2017 (Modesto Roma Jr.) em cima do organograma do clube. Ainda em 2017 fizemos requerimento solicitando que fosse apresentado o organograma em vigor e os respectivos ocupantes daqueles cargos. Requerimento que terminou sem resposta ao término daquela gestão, um dos motivos da reprovação daquele exercício social.

No início da atual gestão, de José Carlos Peres, ainda no primeiro semestre, o Conselho Fiscal fez um apontamento de que o clube não obedecia ao organograma existente e descrito no Artigo 108 do Estatuto Social, bem como não havia proposto qualquer alteração a ele, nos termos do Artigo 77 do mesmo caderno, ou seja, não se sabia quem fazia o que no Santos FC.

No Relatório do 1º Semestre de 2018, o Conselho Fiscal apurou extraoficialmente:

Artigo 108 do ES:

Superintendência Operacional (gerências: administrativa, financeira, patrimônio, marketing, comunicação, jurídica e esportes olímpicos e amadores)

Superintendência de Futebol (Profissional e de Base )

Praticado pela Gestão:

Superintendência de Marketing (Projetos Especiais, Arte e Design, Franquias, Comunicação, Varejo);

Superintendência de Administração e Finanças (logística, Embaixadas, Secretaria Social, Sub Sede, Administração, Patrimônio, Rel. Corporativa, Sistema de Informação, Governança);

Superintendência de Futebol (Base, Sub 23, Feminino, Esportes Olímpicos, Administração do CT, CEPRAF, Ortopedia, Administração Futebol, Futebol Profissional);

Superintendência Jurídica (Gerência Adjunta).

O clube contava naquele momento com 4 superintendências e 24 gerências,quando deveria contar com 2 superintendências e 9 gerências. Como se vê, houve um claro inchaço na estrutura do clube com a criação de gerências e superintendências.

Ocorre que a gestão não poderia ter agido assim já que o Artigo 77 do Estatuto Social é claro.

Artigo 77 – ... Parágrafo Único – O Comitê de Gestão poderá propor a criação e/ou extinção de Superintendências, Gerências e Divisões para compor a Administração Executiva do SANTOS, desde que com a aprovação do Conselho Deliberativo e após parecer favorável da Comissão de Estatuto.

O que fizeram não poderia ser feito e esse foi um dos motivos da reprovação do exercício social de 2018.

Em 2019 tal fato se repetiu e hoje, já em 2020, ainda não sabemos quem faz o que no clube e quantas superintendências e gerências possuímos.

O Santos FC tem sofrido ao longo dos anos com as contratações de membros políticos como prestadores de serviço ou funcionários CLT. Os apoiadores políticos conseguem cargos no clube. A atual gestão não fugiu à regra e uma análise mais detalhada dos nomes que compuseram ou compõem as gerências criadas deixa isso bem claro. A contratação, por competência, de um ou outro apoiador em competição com outras pessoas é até compreensível. De uma enxurrada não há explicação.

Essa troca de funcionários de uma gestão por outra causa, a cada ciclo, enorme despesa. O Conselho Fiscal apurou que, no ano de 2018, girou em torno de 10 milhões de reais. Os processos trabalhistas têm perdas prováveis de mais de 33 milhões de reais.

Terminada a análise do exercício social de 2019 (de 1º de janeiro a 31 de dezembro) constatou-se que tudo continua na mesma. Ainda não sabemos de nada, nenhuma proposta havia sido registrada e tudo o que foi feito foi a revelia da norma do clube. Esse foi um dos motivos, dentre muitos, para a reprovação das contas relativas aquele exercício.

A falta de organograma de conhecimento público, que tenha passado pelo crivo da Comissão de Estatuto e do Conselho Deliberativo nos termos estatutários, tem se mostrado ao longo dos anos um mecanismo que dificulta os controles pelos Conselheiros e desrespeita princípios de transparência.

Não adianta agora, faltando 6 meses para o término da gestão, iniciarmos um processo de discussão de eventual organograma apresentado já que, em janeiro, outra gestão pode ser empossada com nova visão administrativa.

Que as gestões 2015-2017 e 2018-2020 sirvam de exemplo aos candidatos ao próximo pleito e que já iniciem seus mandatos fazendo essa e outras reformas que se fazem urgentes e necessárias.

Entrem e apresentem suas propostas de organograma ao Conselho Deliberativo para que este possa acompanhar se o empreguismo continua ou não.

 

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