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Proposta de arena da gestão Modesto causaria prejuízo por 20 anos ao Santos; relembre números

Já que estamos em ano eleitoral no Santos FC, é fundamental discutir com seriedade as propostas de cada candidato, assim não caímos em contos do vigário. Em 2014, elegemos alguém que prometeu um parque temático do clube e, em 2017, 100 mil sócios.

Um assunto inevitável é o estádio do Peixe. Por isso a importância da conversa que fizemos no Instagram do movimento PróSantosFC, com o conselheiro Daniel Brant.

É fácil alguém citar números, mas precisamos ver até que ponto a ideia é aplicável. Em 2016, o presidente Modesto Roma apresentou proposta de nova arena em Santos.

A capacidade do estádio seria de 27,3 mil pessoas. Modesto e seus investidores previam médias de público de 18 a 19 mil pagantes e um ingresso de R$ 82 (!!!). O Santos ficaria apenas com uma % da renda de cada jogo, chegando ao máximo de 40% após 20 anos. O mesmo percentual seria repetido se houvesse receitas de shows ou outros eventos culturais.

E o que esses números significavam na prática? Que a receita de bilheteria do Santos seria, por 20 anos, menor do que era em 2016, conforme demonstro na tabela abaixo, usando as projeções de 18 mil pagantes e R$ 82 como ingresso médio. Ou seja, ficaríamos ainda mais atrás dos rivais por 20 anos.

De 2016 para cá, o Santos tem tido melhora na média de público e renda. Em 2019, tivemos renda bruta média de R$ 433,6 mil. Essa melhora, porém, não é suficiente para o clube, que ficou na 11ª posição com esse tipo de receita no país.

Ou seja, precisamos melhorar em bilheteria para nos aproximarmos dos rivais. Tem gente que defende um estádio em SP, mas mudança de estádio não é uma decisão simples. Pesquisadores da área já produziram inúmeros estudos, focados em clubes, como no Arsenal, no Everton, ou em ligas, como na Holanda e na Escócia.

Em suma, precisamos de um debate muito mais profundo do que santistas de Santos x SP. Se houver uma proposta, como um retrofit da Vila Belmiro, a decisão do clube precisa ser baseada em números, na ciência. Esse breve estudo da proposta de arena do ex-presidente Modesto poderia, logicamente, ser mais aprofundado, mas os números apresentados já deixam claro que o Santos não sairia ganhando. Desconfie de propostas mirabolantes, o Santos está em um momento delicado.

(*) Conselheiro eleito para o triênio 2018-2020, Vitor Loureiro Sion tem MBA em Indústria do Futebol pela Universidade de Liverpool e é autor de dois livros sobre a história do Santos FC. A opinião deste texto é de responsabilidade exclusiva do autor.

 

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