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Atas do CG seguem com atrasos de até 7 meses em 2020

Em 11 de julho de 2019, publicamos em nosso sítio na internet o artigo “Transparência não é uma mera palavra, é um exercício diário”, abordando os artigos 29 e 30 do Regimento Interno do Comitê de Gestão, aprovado pelo Conselho Deliberativo em 29/01/2019.

O tempo passou, seguimos acompanhando o assunto e, 1 ano depois, fizemos o texto publicado novamente no sítio da ProSantosFC, falando sobre a falta de encaminhamento das Atas do Comitê de Gestão ao Conselho Deliberativo.

O Relatório Final do Conselho Fiscal relativo ao exercício fiscal de 2019 tratou de esclarecer, de forma inequívoca, os fatos.

Naquele ano de 2019 restou cristalino o descumprimento regimental e os atos de falta de transparência que fizeram parte da reprovação do exercício social daquele ano e foram encaminhadas à Comissão de Inquérito e Sindicância para apuração e eventuais punições.

No ultimo dia 17/08/2020 estivemos no Conselho Deliberativo e tivemos acesso às Atas do CG recém-encaminhadas. Diante do histórico, não nos surpreendemos ao analisarmos as atas disponíveis.

Mais uma vez nos deparamos com lapsos de 3,6 e até 7 meses entre a reunião do Comitê de Gestão e a disponibilização da informação, quando a norma fala em 30 dias. Isso mesmo 30 dias.

Vou dar alguns exemplos:

1- O Aditamento contratual de bonificação do técnico SAMPAOLI (aquele que falavam nas redes sociais que não havia existido).

Data da Reunião: 30/09/2019

Data do Registro: --

Chegada no Conselho: 11/03/2020

Atraso: 6 meses

2- O Contrato do técnico JESUALDO e sua comissão

Data da Reunião: 22/12/2019

Data do Registro: 16/06/2020

Chegada no Conselho: 01/07/2020

Atraso: 7 meses

3- Compra dos 50% do SASHA junto ao Internacional

Data da Reunião: 26/12/2019

Data do Registro: 16/06/2020

Chegada no Conselho: 01/07/2020

Atraso: 7 meses

Creio que tais exemplos devem ser relacionados pelo Conselho Fiscal e farão parte de mais um relatório final, desta feita do ano de 2020, quando a falta de cumprimento das normas do clube e a dificuldade imposta aos órgãos de fiscalização (corpo do conselho deliberativo e Conselho Fiscal) para obterem acesso aos documentos imprescindíveis aos seus misteres deverão ser levadas em conta na aprovação ou reprovação do exercício.

Muitos já me questionaram porque não ingressar com ações judiciais sobre a obrigação de fazer por parte do Comitê de Gestão, visando forçar o mesmo a cumprir a norma existente.

Minha resposta tem sido sempre a mesma. Prefiro esgotar todas as esferas administrativas internas, acreditando que os gestores entendam seus papeis e passem a agir na forma da norma, pois sabemos que é isso que protege o clube. Ingressar na justiça é um direito, mas iria jogar o Santos contra o Santos e isso só se faz em último caso e quando esgotadas todas as alternativas administrativas internas.

(*) Marco Scandiuzzi está Conselheiro Eleito para o triênio 2018/2020, é formado em Adm. De Empresas, especialista em Execuções de Políticas de Segurança Pública, foi professor da Academia Nacional da Polícia Federal por 10 anos e é Autor de 3 livros na área de Segurança Pública.

 

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